A indústria de games está à beira de uma das maiores mudanças da história

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Você deve ter acompanhado recentemente: não deve demorar muito para vermos uma nova versão do PS4 mais potente e uma versão do Xbox One com maior poder de processamento se os rumores, cada vez mais palpáveis, estiverem corretos. É possível que vejamos novidades na E3, que acontece na semana que vem, em Los Angeles. Os rumores indicam que o novo PS4 pode dar as caras já nesta edição da feira, mas o novo Xbox só deve aparecer em 2017 (em 2016, a Microsoft deve só apresentar um Xbox Slim, mais fino, mas sem poder aumentado).
Pelo que tudo indica, trata-se de algo jamais visto na era dos games, que aproximaria o console muito mais do que vemos no mercado de celulares. As atualizações de hardware serão mais frequentes, mas o software que rodava nas máquinas mais antigas ainda deve ser executado nos aparelhos novos, marcando uma diferença da transição geracional convencional. A atualização pode ser anual, bienal, trienal… só não vai demorar 8 anos como aconteceu na última geração, isso é certo.
A comparação é como acontece com o o iPhone. Ano após ano, o celular é atualizado, e os apps que rodavam nos celulares antigos continuam rodando no novo, e apps novos continuam rodando nos aparelhos velhos por alguns anos. Conforme o tempo passa, os apps passam a ser otimizados para os modelos mais recentes e acabam deixando de ser compatíveis com os aparelhos antigos, que já não oferecem mais o poder para executar o software adequadamente. Em compensação, os apps antigos continuam rodando nos celulares até hoje.
Em linguagem de games, a ideia é a mesma. Novos consoles continuarão rodando os jogos antigos para sempre, mas chegará uma hora em que os consoles antigos não rodarão os jogos novos, e vários modelos devem rodar o mesmo jogo simultaneamente. Por exemplo: Uncharted 5 (fictício) pode rodar no PS4 original, no PS4 (2016) e no PS4 (2018), mas quanto mais nova a máquina, melhor o desempenho do jogo.
No entanto, com o tempo irá surgir uma barreira técnica que torna inviável lançar o jogo para o PS4 original. O game vai, então, funcionar apenas em máquinas mais novas. Imagina-se que essa barreira só surgiria depois de vários anos, que seria equivalente a uma troca geração de videogames mais convencional.
Por que isso?
Está muito claro, quando você compara com os PCs, que os consoles estão tecnicamente muito defasados em relação aos computadores em evolução de hardware. A geração atual já nasceu atrás do poder gráfico oferecido por placas de vídeo tops de linha, e o abismo aumenta ano após ano, com novos modelos sendo lançados.
Antes, isso não era um problema tão grande, mas agora é. E o principal vilão parece ser a realidade virtual. A tecnologia exige um altíssimo poder de processamento, que os consoles não são capazes de suportar. Para ser minimamente satisfatória a experiência do jogador, a máquina precisa ser capaz de manter uma alta taxa de quadros (60 frames por segundo é o mínimo do mínimo) e uma alta resolução (quanto mais perto do 4K, melhor). Isso só é possível em placas de vídeo de alto desempenho; várias GPUs mais potentes que as presentes nos consoles não são capazes de atender os requisitos mínimos. O PS4 tem o PlayStation VR, e os relatos são bons, mas quem usou Oculus Rift e o Vive da HTC, que funcionam apenas em PCs, atesta que a experiência ainda é inferior.
Microsoft e Sony percebem isso, e não querem deixar o bonde da realidade virtual passar, e entregar o público interessado de mão beijada para os PCs. É necessário haver uma contrapartida nos consoles, e para isso é necessário mais poder de processamento. Se a próxima atualização dos consoles só viesse em 2020, este mercado seria desperdiçado pelas empresas.
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