Análise Ford Fiesta Titanium EcoBoost: Ensaio

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Depois de receber honrosas distinções na sua gama de propulsores EcoBoost, os norte-americanos da Ford fazem regressar o famoso modelo Fiesta com a versão Titanium. Este automóvel representa a sétima geração de um dos automóveis com presença mais assídua no mercado português, cujos permanecem num nível considerável de vendas, estando lado-a-lado com a concorrência de outros reconhecidos modelos nas estradas nacionais.

Características

Motor: Dianteiro, transversal, 3 cilindros em linha, 12V, comando duplo, turbo, injecção directa de gasolina.
Cilindrada: 999 cm³
Potência: 125 cv a 6.000 rpm
Binário: 17,3 kgfm a 1.400 rpm
Câmbio: Dupla embreagem de 6 marchas, tração dianteira
Direcção: Assistida e eléctrica
Suspensão: Independente McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)
Pneus: 195/50 R16
Dimensões: Comprimento 3,96 m; Largura 1,78 m; Altura 1,46 m; Entre-eixos 2,48 m
Tanque: 51,9 litros
Porta-malas: 270 litros (fabricante)
Peso: 1.178 kg

Design e condução

A versão Titanium deste Fiesta (pois dentro desta recente linha ainda existem as edições ST-Line, Vignale e Active), acompanhada pelo atraente e melhorado visual exterior, destaca-se por possuir o galardoado motor EcoBoost de 125CV com injecção directa de 3 cilindros e de 998cc (algo surpreendentemente pequeno) a gasolina, distribuídos por uma caixa de velocidades manual de 5 velocidades.

Tal propulsor ainda permite ao condutor sonhar de vez em quando que está ao volante de um motor um pouco mais acima do que descrevemos… corajoso!

A tecnologia EcoBoost, que mereceu o prémio de “Motor Internacional do Ano” entre 2012 e 2014 leva a que esta versão de 125CV deste Fiesta seja um veículo a ter em conta para um contexto meramente urbano, pela capacidade de percorrer harmoniosamente as cidades com o chassis equilibrado e um volante de direcção assistida eléctrica (e directa).

A aderência em curva foi melhorada e as distâncias de travagem também, levando a que este Fiesta seja o primeiro automóvel do segmento “B” a receber cinco estrelas EuroNCAP com equipamento de origem.

Segundo alguns testes efectuados ao propulsor do veículo, existe a sensação de que o condutor pode estar a pisar algo depressa do que se pensa, levando a alcançar rapidamente as 2000 rotações e, consequentemente, apresentar níveis de consumo algo elevados (entre os 4,3L e os 5,3L por 100km/h).

Pela carroçaria, esta versão do Fiesta é uma das mais reduzidas, mas a das mais refrescantes. Na retaguarda, a mala oferece apenas 290 litros (mas 974 litros com os bancos rebatidos, tendo de abdicar três de cinco lugares) e conta com um fundo plano. O modelo conta com instalação de extras opcionais como faróis de halogéneo de série com luzes LED para circulação diurna, retrovisores eléctricos e aquecidos, jantes de liga leve de 15 polegadas, ar condicionado automático e rádio CD MP3.

Além disso, pode ganhar um computador de bordo, revestimento em pele do volante e do punho da caixa de velocidades, apoio de braços, sistema de ajuda ao arranque em subida e faróis de nevoeiro.

No interior destaca-se poucos botões presentes na consola central, tornando o ambiente mais “limpo”, intuitivo e fácil de operar. Existem ecrãs tácteis flutuantes de alta definição, que podem ser de 4.2, 6, 5 ou 8 polegadas. O tecto de abrir panorâmico é também inédito no segmento.

O novo Fiesta é o primeiro Ford com o sistema de detecção de peões, capaz de evitar colisões à noite. Para além disso apresenta-se com o sistema de Assistência ao Estacionamento, com activação dos travões para evitar embates a baixa velocidade ao estacionar em modo “mãos-livres”. Novidade também no modelo é o reconhecimento de sinais de trânsito e o sistema de máximos automáticos.

Para finalizar o pacote de sistemas de segurança, há ainda o controlo de velocidade adaptativo, limitador de velocidade, sistema de informação de ângulo morto, alerta de trânsito cruzado, alerta ao condutor, ajuda à manutenção da faixa de rodagem e aviso de colisão frontal, assistência ao arranque em subida, entre alguns outros.

Veredito: Ford Fiesta Titanium EcoBoost

Em suma, o Ford Fiesta Titanium não apresenta ser o automóvel mais potente, mas sim uma opção para curtas viagens e propósitos espontâneos.

O seu consumo em cidade difere muito no contexto estrada, mas as suas tecnologias de apoio e conforto certamente que convencem o comprador.

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