Lembra quando os rumores apontavam que o iPhone 7 não teria mais a
tradicional entrada de fones de ouvido, e seria necessário usar a mesma
entrada usada pelo carregador para conectar um fone no celular? A
maioria das pessoas ficou enfurecida com a ideia, que, na prática, faz
com que todos os fones antigos se tornem inúteis imediatamente sem um
adaptador.

Pois bem. A reação negativa não impediu que outras empresas
decidissem furar a Apple e se antecipar à “revolução” do smartphone sem
entrada para o cabo P2 (o cabo de fone convencional). O exemplo disso é a
Lenovo/Motorola e o seu novíssimo Moto Z.

Sim, o novo Moto Z não tem entrada para fones de ouvido. O aparelho é
superfino e, em partes, essa pequena espessura se deve à ausência de um
conector P2 padrão. O usuário é incentivado a usar um adaptador, ou
então comprar novos fones que se adequem ao novo padrão USB tipo C. A
outra alternativa é recorrer ao bom e velho fone Bluetooth.

A empresa, no entanto, fornecerá na própria caixa o tal adaptador do
celular, o que é uma solução mais adequada, mas longe de ser perfeita.
Estes dispositivos são pequenos e podem ser perdidos com grande
facilidade, o que deve forçar o usuário a comprar um novo, que pode não
ser barato (não temos o preço ainda).

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O ideal seria não mexer nesta área; não sem pelo menos deixar muito
clara a mudança e explicar os ganhos técnicos. A gente sabe que a
tecnologia avança e formatos antigos não necessariamente se adaptam ao
novo mundo. No entanto, se você vai remover um conector extremamente
tradicional e ainda amplamente usado por todo mundo que tem um celular, é
necessário explicar qual é a vantagem. Um celular dois milímetros mais
fino não é um bom argumento.

Quando os leitores de discos ópticos começaram a desaparecer dos
laptops, muitos ficaram ressabiados, mas havia de fato uma vantagem. Os
notebooks que eram pesados e desajeitados começaram a ficar muito mais
leves e finos, e hoje cabem em qualquer bolsa. Houve um ganho muito
claro tanto em estética quanto em portabilidade, que, somado à visão de
mercado que a mídia óptica cairia em desuso, só beneficiou o usuário no
longo prazo.

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No entanto, não é possível fazer um paralelo com o fim da entrada de
cabo P2 nos celulares. A vantagem estética de eliminar a entrada é
marginal, no máximo eliminando poucos milímetros de espessura e uns 10
gramas de peso. Pode, sim, haver ganho de qualidade de áudio, mas a
Lenovo não falou uma palavra sobre isso na apresentação do Moto Z. É
importante explicar estes pontos para um possível consumidor, mas nada
disso foi feito.

Fonte: Olhar Digital

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