Resenha | Eu, Tonya

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Sinopse: Acompanhe a vida da ex-patinadora no gelo Tonya Harding. Durante a década de 1990, ela conseguiu superar sua infância pobre e emergir como campeã do Campeonato de Patinação no Gelo do Reino Unido e segunda colocada no campeonato mundial. Porém, ela ficou realmente conhecida quando seu marido, Jeff Gilloly, e dois ladrões tentaram incapacitar uma de suas concorrentes quebrando a perna dela durante as Olimpíadas de 1994.

O longa, estrelado e produzido por Margot Robbie, funciona como uma dramédia documental, focando na ascensão e decadência da estrela da patinação no gelo Tonya Harding.

O filme, em seus dois primeiros atos, funciona muito bem, com um ótimo ritmo e um roteiro ágil e perspicaz, construindo bem as relações afetivas da protagonista e dando profundidade para os personagens coadjuvantes da vida da patinadora, focando na sua infância e juventude e estabelecendo com sucesso a sua relação com o esporte, apostando no desenvolvimento de temas relevantes como abuso doméstico, elitismo no esporte e relacionamentos tóxicos.

A fotografia do filme é muito bem resolvida e bem variada, mas sempre priorizando planos sequências (mesmo que feitos com cortes) e movimentos horizontais de câmera, que trazem dinamicidade para a trama.

A trilha sonora acerta o seu tom quando utilizada de sons instrumentais se tornando relevante dentro do longa, porém, quando aposta em músicas da época se torna clichê, previsível e , algumas vezes, funcionando contra as cenas em questão.

Entretanto, no terceiro ato, o filme perde totalmente seu ótimo ritmo ao focar na trama do incidente com Nancy Kerrigan. Deixam-se de lado tramas importantes e interessantes como o relacionamento abusivo e o elitismo no esporte, para se dar espaço à chegada das olimpíadas e à espetacularização da mídia no ocorrido com Nancy, tramas que não possuem o mesmo peso dramático e apelo emocional.

Os personagens, em alguns momentos, se tornavam caricatos demais, principalmente Shawn, que consegue ser um dos personagens mais idiotas da história, tirando qualquer credibilidade que o filme já tinha passado até então.

Portanto, “Eu, Tonya” é memorável em se tratando das atuações de Margot Robbie, Alisson Janney e Sebastian Stan (que merecia reconhecimento na temporada de premiações), e consegue transmitir o sentimento de um filme documental, com um ótimo ritmo e roteiro que prendem o expectador até metade do filme, porém tem um terceiro ato fraco, que deixa de lado todos os acertos iniciais do filme apostando em uma trama desinteressante.

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Resenha de Cinéfilo Carioca

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