Supermães

Você sabe o que é ser surpreendido? É quando você não tinha expectativa alguma sobre algo e aquilo te arrebata de uma maneira que você não sabe explicar. Isso aconteceu comigo ao assistir Supermães (Workin’ Mons). Para alguns pode parecer exagerado, mas lhes digo que esta produção canadense realmente me encantou.

Sobre Supermães

A tradução do título original, Workin’ Mons, seria algo como Mães Trabalhadoras. Mas acredito que Supermães é justíssimo. Não é uma mega produção com grandes astros – embora tenha uma participação de Dan Aykroyd (Caça-Fantasmas) – ou orçamentos extraordinários, mas entrega algo monumental.

A premissa da série é bem simples: um grupo de mães, que são amigas e/ou conhecidas, com filhos com poucos meses de vida e que tem que encarar a volta ao trabalho por causa do fim da licença maternidade. Algumas ficam empolgadas com isso, outras não.

Supermães

São episódios de pouco mais de 20 minutos, mas em que é possível ver assuntos muito importantes relacionados à maternidade sendo tratados com maestria.

Temas como depressão pós-parto, competitividade no trabalho, criação dos filhos, traição e parceria são tratados de forma precisa, sem clichês e com diálogos muito bem escritos. Pessoalmente, a empatia que está série me passa é muito grande. Apesar de ser homem e estar na outra ponta do espectro da maternidade, sempre acompanhei de perto tudo o que aconteceu com minha esposa durante o inicio da sua vida de mãe e dos desafios que se apresentavam.

Supermães

A série aborda todos esses temas – às vezes pesados – com humor, mas nada disso é escrachado ou forçado. Não me lembro de assistir outra série cômica canadense, mas se todas tiverem essa qualidade, as produções do Canadá estão de parabéns!

Produção e elenco de Supermães

Supermães é uma produção canadense de 2017 que já está em sua terceira temporada. Assisti a primeira temporada, com 13 episódios que estreou mundialmente na Netflix recentemente. A série foi criada e escrita por Catherine Reitman, que também atua na produção como uma das mães (Kate Foster). Devo dizer que Reitman já está em alta estima comigo. Os diálogos e os temas abordados na série são muito bem escritos e desenvolvidos por ela. Filha de Ivan Reitman (Caça-Fantasmas, A Grande Escolha, Um Tira no Jardim de Infância), ela parece ter herdado do pai a habilidade para escrever.

Também tenho que enaltecer as atuações das outras protagonistas: Danielle Kind, como a terapeuta boca-suja Anne Carlson; Juno Rinaldi, como a corretora de imóveis depressiva Frankie Coyne; Jessalyn Wanlim, a profissional de TI que está em crise no casamento.

Esta é uma série despretensiosa, mas com diversos assuntos que são discutidos de forma inteligente. E embora tenha entrado em minha vida de forma tardia, já mora no meu coração.

Mas e aí, você também já assistiu Supermães? Deixa nos comentários abaixo o que achou!

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