Xiaomi (pronunciado [ɕjǎu.mì] (Sobre este somescutar ); chinês: 科技pinyin: Xiǎomǐ Kējì)[2][3] é uma empresa multinacional chinesa do ramo da tecnologia e manufatura de produtos eletrônicos com sede em Pequim. A Xiaomi desenvolve, investe, produz e distribui smartphones[4], notebooks, smartbands, fones de ouvido, televisões, dispositivos para casas inteligentes, e muitos outros produtos.[5][6][7][8]

O fundador e diretor-executivo da empresa é Lei Jun, a 25ª pessoa mais rica da China, segundo a Forbes[9]. A empresa vendeu mais de 60 milhões de telefones celulares em 2014.[10] Segundo a IDC, a Xiaomi vendeu 32.7 milhões de smartphones no terceiro trimestre de 2019.[11]

A empresa tem 16911 funcionários[12], principalmente na China, Malásia,[13] e Singapura, e está a se expandir mundialmente, como Índia[14] e Indonésia, e nas Filipinas.[15] Segundo a Bussiness Insider, atualmente a Xiaomi é 5.ª maior fabricante de Smartphones do Mundo, com uma fatia de 10% do mercado global de Smartphones.[16] Segundo a IDC, a Xiaomi é possui a 4ª maior fatia do mercado global de Smartphones.[17]

No final de novembro de 2014, tornou-se a empresa recém-lançada de tecnologia mais valiosa do mundo depois de ter recebido 4,1 bilhões de dólares de financiamento por parte dos investidores, fazendo com que valorizasse para mais de 46 bilhões de dólares.[18] Em 2017, a Xiaomi foi eleita pelo ranking BrandZ como a 5.ª marca chinesa com maior presença global, atrás da Lenovo, Huawei, Alibaba e Elex Tech.[19] Em junho de 2019, a Xiaomi entrou pela primeira vez no ranking das 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo, ocupando a 74ª colocação.[20]

História

A Xiaomi foi fundada em 2010. Xiaomi e MI são duas empresas diferentes, no entanto, elas produzem a MI e Redmi em colaboração entre si; a logo "MI" da Xiaomi é uma abreviação de "Mobile Internet" (internet móvel) desde que a Xiaomi foi fundada para ser a primeira empresa de tecnologia móvel. A Xiaomi tem um total de 16911 funcionários em tempo integral. A maioria está baseada em Pequim, na China continental, enquanto os outros estão divididos entre a Índia, Taiwan, Indonésia e Hong Kong.[carece de fontes]

Mercado brasileiro

No dia 29 de junho de 2015, a Xiaomi chegou ao Brasil através de parcerias.[21] Sua loja oficial era administrada pela B2W Digital, que também vendia aparelhos da marca pelas suas empresas, Lojas Americanas, Submarino e Shoptime. Os produtos da Xiaomi também eram comercializados pela Walmart, Webfones e CNOVA.[22][23] Apostou no desenvolvimento de uma ampla gama de produtos eletrônicos de consumo.[24] Após cerca de um ano de sua chegada ao Brasil, a empresa deixou de trazer seus lançamentos, dando sinais que não tinha planos de seguir atuando no país.[23] A Xiaomi encerrou suas atividades no Brasil no segundo semestre de 2016. Desde então, os consumidores da marca chinesa precisam procurar outros meios para adquirir os produtos, como a importação.[25]

Em 2018 a Amazon introduziu em seu catálogo no Brasil aparelhos da Xiaomi.[26]

Após várias especulações, em fevereiro de 2019 a DL Eletrônicos confirmou parceria com a Xiaomi para venda de seus aparelhos smartphones Redmi Note 6 Pro e o Pocophone F1 que seriam vendidos apenas nas lojas físicas da Ricardo Eletro. Portanto, em maio, em um evento oficial foi confirmado que a DL estaria trazendo vários produtos da marca através de importação com garantia local. Em junho de 2019 foi inaugurada a 1.ª loja no Shopping Ibirapuera, zona sul de São Paulo, foi visitada por 7 mil pessoas no primeiro fim de semana de funcionamento.[27][28]

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Em junho de 2019, o modelo Redmi Note 7 figurou em 1.º lugar na lista de smartphones mais vendidos no Brasil pela Amazon.[29]

Em agosto de 2021, anunciou a abertura de mais cinco lojas físicas no Brasil, a serem concretizadas nos meses seguintes, nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Salvador.[30]

Mercado europeu

Nos últimos anos, a Xiaomi tem crescido na Europa, tanto no mercado online como no físico. Segundo a Canalys, no primeiro trimestre de 2020, a marca chinesa conquistou a liderança de vendas em Espanha e a 4ª posição na Europa Ocidental. [31]

Já segundo um estudo da Counterpoint, a Xiaomi conquistou, no primeiro trimestre de 2020, a 4ª posição de vendas no continente europeu com uma quota de mercado de 11%, o que representou um crescimento de 145% face ao mesmo período do ano anterior. [32]

Controvérsias

A Xiaomi viola a licença da GNU GPL por não estar em conformidade com os termos. O kernel Linux do projeto Android é licenciado sob os termos copyleft da GPL, que exige que a Xiaomi distribua o código-fonte completo do kernel e árvores de dispositivos Android para cada dispositivo que distribuir.

Ao se recusar a fazê-lo, ou atrasando injustificadamente esses lançamentos, a Xiaomi está violando a lei de propriedade intelectual na China, como um estado da OMPI. O proeminente desenvolvedor do Android Francisco Franco criticou publicamente o comportamento da Xiaomi depois de repetidos atrasos no lançamento do código-fonte do kernel. A Xiaomi prometeu cumprir a GPL em tempo hábil daqui para frente.[33]

Ver também

Referências

  1. a b c d e «Annual Results» (PDF). Consultado em 20 de março de 2019. Arquivado do original (PDF) em 14 de abril de 2019 
  2. «User Agreement» (em inglês). Xiaomi. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  3. Mozur, Paul (8 de outubro de 2013). «How Upstart Xiaomi Rattled China's Smartphone Race». Dow Jones & Company. The Wall Street Journal. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  4. «Melhor celular da Xiaomi para comprar em 2021». Decida Certo - Seu Site de Reviews. 23 de outubro de 2021. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  5. Bischoff, Paul. «Xiaomi unveils sensor panels for its smart home ecosystem» (em inglês). Tech in Asia. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  6. Lococo, Edmond (18 de janeiro de 2015). «Xiaomi Unveils Smart Home Suite With Security Features» (em inglês). Bloomberg Business. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  7. Kan, Michael (15 de janeiro de 2015). «Xiaomi looks beyond smartphones to smart home products» (em inglês). PC World. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  8. Song, Huei. «XIAOMI ANNOUNCES NEW SMART HOME GADGETS – WEBCAM, POWER PLUG, LIGHTBULB AND REMOTE CENTER» (em inglês). lowyat.net. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  9. «Lei Jun». Forbes (em inglês). Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  10. Russell, Jon (3 de janeiro de 2015). «Xiaomi Confirms It Sold 61M Phones In 2014, Has Plans To Expand To More Countries». TechCrunch. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  11. «IDC: Smartphone market grew marginally in Q3, Samsung had the most shipments». GSMArena.com (em inglês). Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  12. «Bloomberg - Are you a robot?». www.bloomberg.com. Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  13. Eilers, Chris (24 de junho de 2014). «How China's Xiaomi Beats Huawei in Malaysia» (em inglês). Oizoioi Malaysia Tech Blog. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  14. Saha, Debjit (17 de julho de 2014). «Xiaomi Makes Grand Entry in India». DM (em inglês). Gadgetizor. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  15. Shu, Catherine (28 de agosto de 2013). «Xiaomi, What Americans Need To Know». AOL (em inglês). TechCrunch. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  16. Eadicicco, Lisa. «Apple just got knocked out of the top 3 smartphone makers in the world — here's how it stacks up against rivals like Samsung, Huawei, and LG». Business Insider. Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  17. «IDC: Smartphone market grew marginally in Q3, Samsung had the most shipments». GSMArena.com (em inglês). Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  18. Macmillan, Douglas (19 de dezembro de 2014). «Xiaomi raises another $1.1 billion to become most-valuable tech start-up» (em inglês). MarketWhatch. Consultado em 22 de fevereiro de 2015 
  19. «Kantar - BrandZ: Lenovo, Huawei e Alibaba entre marcas chinesas com maior presença global». br.kantar.com (em bretão). Consultado em 15 de fevereiro de 2017 
  20. «BrandZ». www.brandz.com. Consultado em 10 de janeiro de 2020 
  21. «MOBILE TIME - Xiaomi chega ao Brasil com smartphone Redmi 2 por R$ 499». Consultado em 1 de julho de 2015 
  22. «B2W, dona do Submarino, opera a loja virtual da Mi no Brasil». Manual do Usuário. 30 de junho de 2015. Consultado em 25 de setembro de 2017 
  23. a b «Sem palavra! Xiaomi quebra promessa e abandona o Brasil silenciosamente». Tudocelular.com. 26 de janeiro de 2017. Consultado em 25 de setembro de 2017 
  24. «Xiaomi revolucionando mercado com dispositivos baratos, com qualidade e baixo preço». Consultado em 11 de agosto de 2015 
  25. «Xiaomi abandona lojas virtuais e some da internet brasileira». TechTudo. 8 de fevereiro de 2012. Consultado em 25 de setembro de 2017 
  26. «NO BRASIL: Produtos Xiaomi a pronta entrega com descontão». Canaltech. 5 de outubro de 2018. Consultado em 30 de dezembro de 2019 
  27. Francisco Ribeiro, GABRIEL (23 de maio de 2019). «Agora vai? Xiaomi volta ao Brasil com 'pé no peito' e cercada de dúvidas». Universo Online. Consultado em 24 de maio de 2019 
  28. Romer, RAFAEL (20 de maio de 2019). «Chegada, saída e o "retorno": entenda a trajetória da Xiaomi no Brasil». The Enemy. Consultado em 24 de maio de 2019 
  29. Rinaldi, Camila (17 de junho de 2019). «Redmi Note 7 aparece em 1º na lista de mais vendidos da Amazon Brasil». Olhar Digital - O futuro passa primeiro aqui. Consultado em 30 de dezembro de 2019 
  30. https://www.tecmundo.com.br/mercado/223209-xiaomi-abrir-cinco-novas-lojas-fisicas-brasil.htm
  31. «The top brand in this major European market isn't Apple, Huawei, or Samsung». Android Authority. 7 de maio de 2020. Consultado em 9 de junho de 2020 
  32. «Xiaomi cresce 145% num mercado europeu em queda devido ao Covid-19». Techbit. 4 de junho de 2020. Consultado em 10 de junho de 2020 
  33. «Blog Xiaomi Brasil». Xiaomi Brasil. Consultado em 17 de setembro de 2019 
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Ligações externas

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