Resenha | Com Amor, Simon

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Resenha: Todo mundo merece uma grande história de amor. Mas para Simon Spier, de dezessete anos, é um pouco mais complicado: ele ainda não contou para a sua família ou amigos que é gay, e não faz ideia de qual seja a identidade do seu colega anônimo que divide o mesmo segredo. Resolver as duas questões se mostra divertido, aterrorizante e uma mudança de vida definitiva.

Filmes juvenis, com temática adolescente sobre amigos, família e escola são recorrentes em Hollywood, e poucos são aqueles que conseguem ser bons ou trazer consigo algum diferencial nesse mercado já saturado. Com Amor, Simon consegue se diferenciar nesse mundo de filmes juvenis pela sua importância no quesito de representatividade, por ter um protagonista gay e utilizar dessa temática para trazer uma narrativa nova.

A adaptação possui e reitera todos os clichês desse tipo de filme, mas utiliza eles a seu favor, quase sempre os utilizando para recursos cômicos, que funcionam, principalmente por causa do elenco de apoio composto pela família e pelos professores.

Elenco

O elenco do filme é muito bom e a química entre os amigos e a família do protagonista permite que o público acredite naquilo que está acontecendo na tela do cinema. O filme consegue, de maneira criativa, inserir a tecnologia e a troca de e-mails no filme, trazendo dinamicidade para a trama.

Roteiro

O roteiro consegue transitar bem entre a comédia, o romance e o drama por grande parte do filme, porém existe um potencial dramático e narrativo imenso desperdiçado, principalmente nos momentos que ocorrem depois que o protagonista se assume para a família e amigos.

Cenas que poderiam ser memoráveis acabam se tornando apenas boas pela utilização do escapismo cômico rápido ou da ausência da vontade de se ter um aprofundamento dramático de certas questões.

Portanto, “Com Amor, Simon“, funciona como um filme juvenil, que transmite bem o sentimento da juventude em um filme feito para jovens, trazendo um diferencial para um mercado já saturado ao investir em representatividade.

Um longa que diverte e emociona na medida certa, com um elenco bom mas nem sempre bem aproveitado e uma utilização de clichês que acrescenta à trama quando poderia torna-la previsível.

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Resenha de Cinéfilo Carioca

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