O Google realizou nesta terça-feira, dia 9 de outubro, seu evento anual para renovar sua linha de dispositivos: as estrelas foram os smartphones Pixel 3 e Pixel 3 XL, que chegam com hardware atualizado, melhores câmeras e design quase sem bordas.

Junto com eles vieram também o Google Pixel Slate, um tablet híbrido que roda Chrome OS, o Google Home Hub, um display inteligente para a sua casa e a terceira geração do Chromecast, que recebeu algumas atualizações.

Depois de uma série de vazamentos descontrolados de informações sobre os dispositivos, as apresentações foram bem diretas ao assunto.

Pixel 3 e Pixel 3XL

A principal diferença em relação à linha Pixel 2 é o tamanho da tela: graças ao design quase sem bordas elas saltaram de 5 polegadas para 5,5″ no Pixel 3, e de 6″ para 6,3″ no Pixel 3 XL, mas sem aumentarem de tamanho.

Ambos possuem displays OLED de proporção 18:9, sendo que no Pixel 3 ele conta com resolução de 2.160 x 1.080 pixels (443 ppi); o Pixel 3 XL, por sua vez conta com 2.960 x 1.440 pixels e por causa disso, oferece uma densidade de pixels por polegada bem maior: 523 ppi.

No quesito câmera, ela conta com com 12,2 megapixels, abertura f/1,8, estabilizador óptico de imagem, autofoco com detecção de fase e Flash LED Dual-Pixel, além de ser capaz de filmar em 4K a 30 frames por segundo, em 1080p a 120 fps ou em 720p a 240 fps. O conjunto frontal possui duas câmeras de 8 MP, sendo uma com abertura f/1,8 e outra com f/2,2. A princípio nada demais, mas é nos recursos extras de IA que a linha Pixel se destaca.

Ele vem com Snapdragon 845 da Qualcomm, octa-core Kryo 385 com quatro núcleos Gold de 2,5 GHz, quatro Silver de 1,6 GHz e GPU Adreno 630, 4 GB de RAM, 64 ou 128 GB de espaço interno não expansível e baterias de 2.915 e 3.430 mAh e Android 9 Pie.

Pixel Slate e acessórios

O Pixel Slate tem um display LCD LTPS de 12,3 polegadas com resolução 3.000 x 2.000 pixels, o que oferece uma densidade de pixels de 293 ppi, mais alta do que a do Surface Pro 6 (267 ppi) ou do iPad Pro de 12,9″ (264 ppi).

A tecnologia customizada da tela é chamada de “Molecular Display”, que segundo a empresa “permite que os elétrons se movam 100 vezes mais rápido”, iluminando mais pixels e entregando uma imagem mais nítida. Para o som, dois alto-falantes frontais com perfis customizáveis. Na parte da segurança, o botão Liga/Desliga é também um leitor de digitais e há um chip dedicado Titan Security, que armazena suas senhas.

Se por um lado o Google caprichou na tela, ela economizou no hardware interno: o processador é um mero Intel Celeron Core m3 ou Core m5 de 8ª geração, compensado com 4, 8 ou 16 GB de RAM. Para salvar seus arquivos, de 32 a 256 GB de espaço interno não expansível.

O Chrome OS foi modificado para se adequar a uma nova realidade híbrida: o dispositivo traz uma interface totalmente redesenhada para uso com toque: a barra inferior oferece atalhos e há um botão voltar, herança do Android. Na parte de cima, o Google oferece sugestões baseadas em seus costumes e é possível fechar um app deslizando o dedo para cima, ou colocar dois em split screen.

Com o teclado conectado, o Pixel Slate oferece a experiência de desktop completa, mas em ambos os casos é possível rodar apps do Android e do Linux, tornando-o uma ferramenta bastante versátil para trabalho e lazer. E a Google Assistente, agora profundamente integrado ajuda bastante.

As câmeras também receberam um maior cuidado: a traseira conta com 8 MP e Modo Retrato, enquanto a selfie possui também 8 MP, lente Grande Angular e sensor com pixels maiores, para fotos em grupo de maior qualidade. Nem todo mundo usa um tablet para tirar fotos, mas se alguém fizer fazê-lo, o fará com qualidade aqui.

Os acessórios oficiais também são bem legais: o Pixel Slate Keyboard é um teclado retroiluminado com trackpad, com teclas grandes e que oferece uma digitação bastante silenciosa, além de vir com um suporte ajustável em absolutamente qualquer posição. Quando fechado, o acessório se converte numa bela capa que protege todo o tablet.

Já a nova Pixelbook Pen, desenvolvida especificamente para o novo gadget vem com um botão, que quando acionado marca um elemento na tela (um texto, uma imagem, etc.) para que a Google Assistente o identifique. Se for uma data, ela sugere a inclusão na Agenda.

Desenvolvida com tecnologia da sempre confiável Wacom, a nova stylus tem zero lag e pode ser utilizada em vários ângulos de inclinação.

Google Home Hub

A família Google Home ganhou mais um membro: a empresa se preparava há algum tempo para apresentar um dispositivo com tela, rodando a Google Assistente para o conforto do lar, especificamente para concorrer com o Amazon Echo Show e o Facebook Portal.

Ele possui um display de 7 polegadas e um poderoso alto-falante, além de sensores e microfones para atender as solicitações do usuário.

Diferente de um tablet (a comparação é inevitável) o Google Home Hub não possui câmera, segundo a empresa isso foi necessário de modo a oferecer um dispositivo doméstico seguro e que não iniba os usuários, que não saberão se ele está ou não vendo tudo. O ponto negativo é que ele não serve para chamadas de vídeo, mas a intenção nem foi essa.

Assim, ele pode ser utilizado em vários ambientes e como seus sensores de luminosidade ajustam o brilho automaticamente, ele pode inclusive ser colocado do lado de sua cama.

A Google Assistente foi repensada para funcionar com um Google Home dotado de com tela. De forma similar ao que já acontece nos smartphones, ao ser solicitada uma informação ela exibe detalhes minuciosos e assim como produtos de outras marcas que já rodam Android, você pode pedir para exibir uma playlist do YouTube, dar direções com o Mapas ou explicar uma receita passo a passo.

Além de recursos comuns como reconhecimento de voz de vários usuários e controles parentais, a adição de uma tela permite que ele de fato seja um hub doméstico: o Google o desenvolveu para ser o centro de controle de todos os seus dispositivos conectados, o que com um display para exibir informações fica muito mais simples.

Chromecast de 3ª geração

Um dos acessórios de maior sucesso do Google foi silenciosamente atualizado, mas não havia muito o que acrescentar de qualquer forma: o Chromecast de 3ª Geração recebeu um novo design, uma nova opção de cor (branco) e compatibilidade com redes Wi-Fi 802.11ac de 5 GHz.

Com cinco anos de idade e tendo vendido muito, é curioso ver que o Google quase não faz esforço para melhorar o Chromecast, talvez porque não haja muito o que ser melhorado. A versão Ultra, que reproduz conteúdo em 4K foi silenciosamente ignorada, talvez porque nem todo mundo possui redes velozes o bastante para suportar streaming em 2160p. E também por ser mais caro, saindo por US$ 69.

Já a terceira encarnação do Chromecast básico continuará custando US$ 35; como a versão Ultra nunca foi oficialmente lançada no Brasil, há a possibilidade que este novo modelo também não seja e o brasileiro continue tendo que se virar com o modelo de segunda geração, que custa entre R$ 199 e R$ 299 na rede varejista.

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