Resenha | Jumanji – Bem Vindo à Selva (2018)

0
69

Sinopse: Quatro adolescentes encontram um videogame cuja ação se passa numa floresta tropical. Empolgados com o jogo, eles escolhem seus avatares para o desafio, mas um evento inesperado faz com que sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos personagens da aventura.

No primeiro ato do filme, encontramos personagens típicos de qualquer filme com adolescentes: Spencer (Alex Wolff), o nerd jogador de videogames, Fridge (Ser’Darius Blain), o atleta com dificuldades nos estudos, Bethany (Madison Iseman), a popular e Martha (Morgan Turner), a estudiosa que odeia educação física. Por uma série de fatores, os quatro acabam presos juntos na detenção, onde encontram o jogo Jumanji, aqui transformado em uma fita de vídeo game.

Depois de decidirem jogar e escolherem seus personagens, os quatro adolescentes são sugados para dentro do jogo, que se passa em uma floresta. Spencer escolhe o personagem principal do jogo, o Doutor Bravestorm (Dwayne Johnson), sem saber da sua tamanha importância para a oncretização da missão do jogo. Fridge escolhe Moose Finbar (Kevin Hart), um zoólogo baixinho. Bethany, por sua vez, escolhe o personagem Professor Shelly Oberon (Jack Black), um cartógrafo gordinho. Já Martha escolhe a matadora de homens, Ruby Roundhouse (Karen Gillan).

Até esse ponto, o filme é comum, sem nenhuma surpresa. Mas após os quatro caírem na floresta em corpos totalmente diferentes dos seus, o filme adquire um tom humorístico muito forte. A piada se dá, principalmente, pelo fato de as personalidades originais dos personagens não coincidirem em nada com os seus novos visuais.

Além da comédia diegética (da história), há também o tom engraçado que nós não conseguimos evitar reparar. O grande The Rock, em Jumanji, é um garoto inseguro, sem sal, fraco emocionalmente e com muito medo de enfrentar seus medos. Diante dos papeis realizados anteriormente pelo ator, seu papel em Jumanji é com certeza hilário.

Além disso, temos a presença ilustre do fantástico Jack Black. Tendo ele como parte do elenco, já sabemos que não podemos esperar menos que muita comédia. Mas vê-lo interpretando uma adolescente em crise foi completamente engraçado, sem ser forçado, nem exagerado.

Com um roteiro simples e bem desenvolvido, o filme não deixa a desejar. No humor, ele cumpre seu papel e diverte a plateia, sem exagerar em suas piadas. Os atores são bons e seus papeis fora muito bem distribuídos a ponto de eu não conseguir imaginar outros melhores para as interpretações. A história, em si, é muito simples, mas isso não prejudica o filme, visto que a sua intenção não é ser o melhor filme de todos, mas sim, trazer de volta aquele gostinho nostálgico daqueles que tem em Jumanji (1995) a definição de suas infâncias.

Como defeitos do filme posso apontar o mau desenvolvimento do vilão, principalmente. Por conta disso, a história ficou sem clímax definido, uma vez que o empasse se resolveu de maneira muito simples, o que não é esperado em filmes de ação e aventura. Apesar dos clichês utilizados, o filme cumpre seu papel.

Sobre cenários, figurinos, maquiagens e mais, não tenho nada a reclamar. O filme traz uma clara referência aos anos 90 e isso se explica pelo fato de a fita de video game ter surgido em 1996, segundo o filme.

Ao contrário do que muitas pessoas pensavam, a continuação de Jumanji é muito boa e merece ser assistida. Eu não comparo e não aconselho que você compare o remake com o original, afinal, são contextos, propostas e épocas diferentes. Jumanji: Bem Vindo à Selva é legal, engraçado, nostálgico e muito divertido.

Gostou do filme? Deixa nos comentários!

O post Resenha | Jumanji – Bem Vindo à Selva (2018) apareceu primeiro em Entreter-se.

Original Article

follow us in feedly  

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.